Muito boa tarde, queridos leitores! O post de hoje é sobre outro assunto que muito me interessa, eu ando meio partidário, hein?! Mas tudo bem, enquanto ninguém lê o blog, nada mais justo do que escrever sobre coisas que eu gosto. E hoje vamos falar sobre mágicos! Nem cubos, nem padrinhos, nem balão, nem qualquer outra coisa que não seja a mágica em sua forma pura e simples! Vou contar a vocês como ingressei neste mundo (sim, sou um mágico amador, há!), contar alguns fatos engraçados e no final deixo uma moral da história para emocionar os coraçõezinhos de vocês, pode ser? Bora lá!
Sempre gostei de mágicas, mas até o ano passado nada me motivava a aprender. Eis que, por um acaso do destino, meu grupo da faculdade foi sorteado para realizar um trabalho com mágicos e ilusionistas. Ligamos para alguns profissionais e agendamos uma série de entrevistas. A cada compromisso, uma conversa informal e um mini-show de mágicas. Depois do trabalho, junto a um amigo meu, comecei a aprender mágicas com baralho, moedas, elásticos e hoje sou um mágico amador.
Os mágicos podem ser considerados chatos em algumas ocasiões, mas isso acontece porque todo mágico que se preze deve seguir o código de ética, que envolve, entre outras coisas, não repetir a mesma mágica e jamais revelar o segredo de sua performance. O que os reclamões que ficam de “mimimi” quando eu me nego a revelar um segredo precisam entender é que a mágica é uma forma de entretenimento, assim como a televisão, o teatro e o cinema. É lógico que é tudo fantasia, cabeção, ou você é inocente a ponto de acreditar que alguma mulher já foi serrada ao meio e depois voltou ao normal?
É fantasia assim como o teatro, mas por acaso vocês já viram algum borra-botas interromper uma peça de teatro e dizer: “Ahá! Na verdade esse cara não é o Fantasma da Ópera! Ele é só um ator!”. Então porque tem gente que insiste em interromper os ilusionistas? Simples, porque tem gente que acostumou com as tragédias do cotidiano e duvidam de tudo. Eles acham que a mágica é uma patifaria, uma falácia para ludibriar geral, uma tentativa de passar o espectador para trás, fazer de bobo na casca do ovo, quando na verdade é feita única e exclusivamente para tirar um sorriso e surpreender o público.
O exemplo perfeito de que a graça das coisas está na forma como você as assiste são as lutas do WWE (luta livre na TV), que não são nada além de performances acrobáticas com atores voando pra lá e pra cá, fingindo que estão lutando. É voadora pra lá, cadeirada nas costas pra cá…quem assiste essas lutas friamente não deve demorar mais do que 10 segundos para perceber que não é uma luta de verdade e não leva mais do que 5 segundos para começar a falar “Mas que porcaria, só otário acredita que isso é verdade”. Jura, camarada? “News flash” pra você: NINGUÉM ACREDITA QUE ESSA LUTA É PRA VALER! As pessoas lotam as arenas de WWE para assistir ao show! Não sei se te contaram mas isso é um show! É muito mais divertido do que luta livre oficial e faz muito muito mais sentido, afinal de contas, é melhor contratar atores para fingir lutas acrobáticas do que organizar eventos para assistir dois lutadores se batendo sem motivo. (Srs. Lutadores profissionais, isso não é uma ofensa, admiro muito a profissão de vocês, por favor não me batam.)
Ou seja, se diverte mais quem, de vez em quando, ignora a realidade e olha as coisas pelo lado lúdico. Fica aqui o meu conselho de amigo: Antes de duvidar do mágico, duvide da gravidade ou de qualquer outra lei da física que um mágico ouse confrontar. Desligue o modo sabichão e tente se divertir!
PS: O pessoal costuma me perguntar bastante sobre o que eu acho do Mister M. Pois bem, eu acho que ele é igual a um irmãozinho panaca que rouba o diário da irmã e conta os segredos no Fantástico. É isso que o senhor é, Mr. M! Um irmãozinho panaca!
Hik foi….PUF! Desapareceu!







